Sentir o que sente o teu coração quando vê o amor chegar;
Queria poder saber o que vês quando contemplas o céu à noite...
Se sentes o mesmo frio como um fino açoite na rua carne desnuda;
Se dormes os mesmos sonhos que antes;
Se pensas também em mim quando te fazes distante...
Vai amanhecer! Inevitavelmente, vai amanhecer!
Cada segundo que se passa, a barra da noite recua para sua morada de trevas,
O dia avança passo a passo e a luz se irradia por entre as janelas do teu quarto.
Agora é hora de dizer adeus,
Guardar teus traços na memória e ir embora para a minha fria fortaleza de gelo...
Solidão!
A falta tua que me arranca as amarras da realidade.
Seu palácio de mármore cinza em descompasso decadente por entre o passar dos dias.
A luz que se vai dos dias.
Solidão!
Solidão! Solidao!
Igor Furtado.
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