Tomando o ônibus,
No dia a dia,
Talvez nem se dê conta do que realmente sinto.
Quem me vê passar, de um lado para o outro sorrindo,
Talvez nem imagine que aqui dentro do peito, também bata um coração humano.
Há dias em que busco paz,
Há dias em que nada faz com que eu me entenda,
Há dias também em que eu queria ser apenas tudo, ou apenas nada,
Há dias em que passeio no meio de muitos, mas aqui dentro, me sinto só,
Há dias em que não espero nada mais que um sorriso, um afago, um aperto de mão,
Há dias em que espero um abraço,
Mas a torcer, o braço não entrego não.
Quero ser ouvido,
Quero ser compreendido,
Quero ser aceito e junto ao teu peito, encontrar um irmão,
Quero ouvir conselhos,
Quero olhar no espelho e me sentir feliz,
Quero ter amparo,
Quero confidência e não criar polêmica,
Quero atenção,
Quero um coração que ame, bata pra vida e não mais apanhe,
Quero dar uma volta,
Quero ter respeito,
Quero um companheiro,
Quero confiança,
Quero achar a cura e não escárnio para os meus problemas...
Há dias em que os dias passam e eu já nem percebo o quanto deixei de viver.
Fechado no meu mundo cinza, os dias mais lindos eu deixei de ver.
Mas, não me olhe diferente,
Nem me trate como um coitado.
Sou apenas outro ser vivente, que está doente e precisa ser amado.
E quem me vê assim, no meu dia a dia, nem imagina que aqui dentro do meu peito bate um coração que sente...
O que eu realmente queria, era ser
s-e-r-u-m-a-n-i-z-a-d-o!
Igor Furtado.
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