Do fogo, da água, da terra, dos sentimentos todos sentidos ao teu lado.
Quando o vagar a esmo dos meus passos não findavam em nada como agora.
Lembro tua liberdade, tua juventude e vaidade.
As doces frases ditas nas tardes passados ao largo do passar do tempo.
Doces frivolidades e maravilhosas quimeras em uníssono,
Completando-se uma noutra verdade.
No terreno de meus sonhos prediletos, plantei teu nome, teu retrato e tua risada.
Agora os tenho aqui a me perseguir como fantasmas presos nas frestas da calçada onde brincávamos de eternidade, bancados pelo sol de tantas tardes.
As lembranças que me rebentam o peito e me invadem esses dias poeirentos sem piedade,
Me inspiram a cantar velhos lamentos e chamar por fim de maldade, o sofrimento dos teus afagos agora tão distantes e tantas outras duras verdades.
Estou longe, no vazio que me invade e me corrompe;
Estou longe!
Longe de verdade!
A vida me levou pra outra parte,
A parte que partiu de ti outrora e agora mora noutra cidade...
Igor Furtado
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