Tuas lembranças se fazem sempre presentes nos lugares onde vou.
Às vezes sinto vontade de gritar e te expulsar de vez de mim, mas tudo que consigo é lembrar ainda mais.
Agora, enquanto espero pelo dia glorioso da minha partida, luto contra todos os fantasmas que você deixou a me assombrar,
Invado o frio da noite e fujo para longe do meu próprio eu, só para não mais querer estar contigo acorrentada à minha memória.
Mas, sabe, pensei que fosse doer mais...
Pensei que demorarias mais a enfraquecer na minha história.
Agora, já começo a querer me libertar.
Já não passo tanto tempo mais me culpando pelo fim. Tampouco, me deixo levar pela ilusão de que você pudesse voltar atrás.
Aos poucos vou me libertando das amarras da saudade e dizendo adeus a tudo que me prendia aos teus pés.
Já não te sigo em voo pela cidade adormecida como antes,
Já não te velo o sono como anjo de guarda toda noite.
Aos poucos tuas forças se abalam e eu renasço das cinzas de cada quimera minha que você matou.
O tempo passou mais rápido essa última semana, o mês já está quase no fim. Assim, também está a minha permanência aqui.
Que bom que não terei mais que tentar ser forte quando esbarro contigo por aí.
Hoje levantei um pouco mais minha cabeça. Não em sinal de orgulho ou arrogância, mas em sinal de que ainda há e sempre haverá vida após o "amor"!
É estranho estar lembrando sem mais mágoas,
É estranho passar por ti e não sentir mais dor.
Parece que estou sobrevivendo a cada dia com tudo o que me restou.
Igor Furtado.
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