Tenho saudade daqueles dias já idos, vividos, vívidos nas minhas lembranças mais doces.
Daquelas tardes passadas à beira mar, pescando carícias e degustando promessas de outros tantos amanhãs.
Quando nosso futuro passou a ser passado, muitas das quimeras guardadas no baú de minha mente fértil e às vezes inocentemente indecente, fugiram em bandos, em debandada, em desabalada carreira para nunca mais voltar.
Vi que dessa maneira, minha motivação estava enfraquecida pelas tantas animosidades corriqueiras do nosso mundo de sonhos provisório.
Aqueles castelos de sonhos de areia não duraram mais que a primeira onda.
Morreram tantos anseios e cismas;
Morreram tantas verdades antigas;
Morreram vidas e vidas.
Tudo o que ousamos naqueles dias.
Tanta onda, tanta areia, tanta falta de medo de enfrentar o mundo e a todos.
O sol ressecou e matou minhas lágrimas frias.
Minhas migalhas colidas de vida.
A vida que eu queria.
O pesadelo nosso de cada dia...
Parei e me deparei contigo alí sozinha, vivendo no mais alto grau de soberba e vilania.
Pensei comigo mesmo que de nada mais valeria tentar mudar o rumo das ondas e reconstruir os castelos de sonhos de areia...
Igor Furtado.
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