Meu caminho é de vento e tempestades;
Minha estrada é torta e cheia de vontades;
Meus risos são muitos,mas nem sempre são a verdade;
Há aqueles ventos que me arrastam para longe das coisas que quero e aqueles que querem me ver querendo outras tantas coisas e caminhos;
Quando me lanço sozinho no escuro das tempestades, quase sempre me me acho perdido e sem rumo seguro...
A tantos espinhos eu já tive de me abraçar, que a dor às vezes parece fazer falta.
Sou um simples rouxinol sem rosa, sem cor, sem mais valia.
Meu canto é festa e alegria para outros,mas o que canto é a tristeza minha.
A solidão que carrego no peito já não pode mais ser suprimida por palavras. As que eu tinha, já não fazem mais efeito.
Assim, meu sem jeito, vou levando a vida por onde quer que ela deseje me levar e até quando.
Quem me vê de fora, acha que a felicidade é minha mais íntima amiga;
Quem me vê de fora, acha que me bastam as migalhas de seus sorrisos e zombarias;
Quem me vê de fora, acha que não preciso de mais nada que os aplausos breves e os elogios vagos.
O que me resta, é esperar pelo dia em que não mais serei só um reles rouxinol ferido pelo espinho mortal de uma flor para a qual não mais posso cantar.
Espero pelo dia em que serei amado como amo aquela rosa que ouviu e ouve o meu mais doloroso e belo canto...
Igor Furtado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário