Às vezes me sinto vazio,
Cheio de nada,
De amor imenso transbordando em completo branco.
Nada!
Apenas o silêncio e o silenciar das horas mortas em meu vagar penoso e solitário.
Quimera minha apenas em ter-te desejado aqui e agora.
Doce hipótese que finda em nada.
Meus lamentos e lamúrias fétidas caem como moscas as teus pés, onde choro meus prantos de desesperos tantos.
Meu medo de te perder é tanto que choro minhas mágoas aos tantos e de que me adianta?
Algo vago vem-me à mente franca e fraca. Parece que consigo sentir-te vez ou outra agora.
Parece que pareço contigo noutros tempos idos. Hoje já não mais me buscas como outrora.
Parei de pensar comigo mesmo. Penso com o mundo junto. Esse falho e irremediável tempo findo em que vivemos a demora do nosso último fim.
Temo não mais saber medir-me as palavras e acabar em pôr fim ao nosso mundo imaginário. Muito embora, tu mesma já o tenhas posto na lama.
Nada haverá de ser como antes. Minhas últimas palavras são tão nada, que pareço não mais dizê-las,mas botá-las para fora.
Não há senso nem sentido em meus versos sem tua inspiração comigo.
Não há senso nem sentido nas palavras que trago comigo...
Igor Furtado.
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