Lá fora irrompe a tempestade, lavando e levando todos os males,lágrimas e dores.
Aqui dentro, na minha pequena cela, me pego pensando em ti, nas tantas saudades que deixastes em mim.
No curto sopro de instante que tivemos juntos, meu coração em pedaços quis bater de novo.
Cada fibra do meu ser quis te querer para mim.
A tempestade aumenta e abranda,mas não cessa;
Meu coração se aperta e não descansa, aflito anseia tua companhia;
Já não quer mais estar tão longe, nem vazio de ti.
Lá fora, os raios cortam a escuridão da noite fria e fazem estremecer até o fundo de minha alma.
Desejo-te aqui, perto de mim, a me aquecer com teus braços;
A emaranhar-me e embebedar-me com teus beijos, que só em sonhos pude desfrutar.
Quanto tempo ainda demora para vires me encontrar?
Quando ainda tenho que arriscar para ser e ter-te por inteiro?
Não suporto mais essa saudade.
O que me fere são os espinhos dolorosos da dura verdade que habita entre nós: Não podes pertencer-me sem apostares noutra realidade.
Não posso suportar ou calar a voz que em meu peito arde;
Te desejo ardentemente, bem sabes
E nada mais me alegraria que passar contigo todas as tardes da vida que me resta.
Repousaria ao teu lado feliz e encantado, vivendo sempre em festa.
Lá fora irrompe a tempestade...
Arrastam-me as águas da saudade...
Igor Furtado.
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