Enquanto me afasto dos risos e dos atos festivos, meu peito arde de dor e solidão.
Não mais vejo, mas sinto os olhares daqueles que me desprezam. Toda vida foi assim...
Quando meus sonhos estão tomando forma, alguém, de alguma forma os leva embora.
Agora não foi diferente...
Casmurro, me encolho e me escondo do mundo, fechado em meu mundinho pequeno e torpe, pobre e frio.
Meus olhos não escondem aquilo que minh'alma sente.
Me sinto tão carente quanto um cão vadio.
Meu coração vazio, está cheio de saudades.
Saudades das tardes de chuva quando, em frente à janela, eu via os pingos tantos, se misturarem na vidraça fria.
Minha alegria era aquela tristeza molhada, na qual meus olhos se perdiam no balé das águas.
Então, perdido em pensamentos tantos, com a alma e o coração em pranto, tento seguir adiante, ignorando os tantos olhos à minha volta. Eles não querem me ver feliz...
Eles não querem mais que eu me erga.
Toda essa coisa que acontece comigo agora nada prova além do que machuca.
Toda a dura luta que travo todo dia, me parece perdida.
Devo arrancar o que me é obsoleto do peito, pisar em cima e tomar o rumo da eternidade.
Igor Furtado
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