domingo, 26 de março de 2017

Os mercadores da morte

Há dois deles andando comigo. Um de cada lado. Ressurrectos sujos e sanguinários.
Como sempre, vestidos de preto, óculos escuros, espadas e garras. Pensam que sou apenas mais um transeunte qualquer.
Ah, tem um terceiro deles caminhando atrás de nós.

O que tem aí?
Nada que seja da sua conta, sangue suga. Respondo.
Não se faça de engraçadinho, herói. Acha que estamos aqui para vender apólices de seguros?
Pro inferno você e seus amigos Bichonas! Digo.
Este saco de sangue parece ser bem corajoso pra quem está prestes a virar comida.
Vou limpar as minhas botas com sua língua,verme. Assim que tiver arrancado a cabeça do seu amigo aí do lado e depois vou espancar aquele babaca nos seguindo. Disse
Boa, saco de sangue! Talvez a gente te leve para uma festinha hoje antes de beber seu sangue e jogar a sua carcaça aos cães...

Talvez tenha sido só impressão, mas acho que ele parou de falar e os outros de rir, quando lhes cortei as cabeças com apenas um golpe.

Assim começa a minha saga...

Igor Furtado

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