Noite fria,
Vejo o lume vago
De um vagalume.
Só, fraco e doente de saudade.
Contradigo os ditos e promessas de outrora.
Pago minha língua afiada e venenosa.
A prodigiosa força que te levou embora, agora traz de volta toda tua presença em minha vida.
Me aperta o peito o fato de não estar contigo agora.
De não saber se ficas ou vais embora.
Se levas ou deixas vazio o meu coração como outrora.
Eis que se aproxima a aurora de mais um dia.
Eu nada dormi,
Nada pude decidir sobre o que fazer de mim e de ti.
Contradigo meus amigos e familiares.
Minha reputação vai pelos ares.
Dane-se a opinião dos outros!
Importa que venhas beber de minhas fontes,
Importa que venhas brincar em meus pomares,
Importa que se banhe da prata da lua e que caminhes comigo de mãos dadas pelas ruas da cidade.
Donde vens não me importa,
O que fizeste não me importa,
Com quem estiveste não me interessa.
Apenas quero que sejam para mim os teus olhares.
De hoje em diante, e a todo e cada instante.Doravante, vereis que eu não sei viver sem ti.
Vejo o lume vago do vagalume e percebo que eu não sou tão triste quanto a noite me convenceu que eu era.
Tenho a ti.
Importa mais?
Igor Furtado.
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