segunda-feira, 6 de maio de 2013

Maldito seja o "tempo"!

Tenho agora o coração ferido e a alma vazia;

Vivo uma solidão tão fria;
Meus dias se vão como as lágrimas que derramei por ti enquanto ias;

Baixo meu olhar e mergulho nas lembranças que deixastes,














Vejo nítido teu rosto que luzia,
Na última noite em que tive a glória da tua companhia.

Teu sorriso ofuscando até a lua,
Que acanhada se escondia, por trás das nuvens carregadas de poesias.


Nós naquele último instante de partilha, entre o concretizar de sonhos e a magia
Que nos tomava e envolvia, num mergulhar lascivo de outro beijo e no acarinhar preciso de um abraço.

Numa sexta-feira que tinha tudo para dar certo, tu te decidiste não mais me querer. partindo de mim sem me
permitir saber, que mal tão grande eu fiz para merecer,

Tão atroz castigo em meu viver.
Agora definho como planta que deixada sem regar por certo tempo.

Minhas esperanças, assim como minhas forças se esvaem arrastadas pelo vento.

Padeço enorme sofrimento, espero sem saber se vais voltar.

A qualquer momento, te imagino a entrar e tomar assento,
 Junto à ferida do meu peito, com seu amor a me curar.

Me dói demais a agonia da ausência tua que parece nunca passar.
Passo meus dias vendo o tempo passar,
Buscando teus passos onde não posso te encontrar.

Vivo casmurro esses dias escuros, na ânsia louca de ver findar
O tempo mais amargo que pediste para eu te dar.

Carrego a perene dúvida que em mim vieste plantar:
Se  adoravas estar comigo, por que então de mim se afastar?
Se ao menos eu soubesse a ti me negar, talvez bem menos ferido e triste meu coração vivesse a pulsar.

Ainda sinto teu cheiro vivo em meu corpo;

Ainda tenho a lembrança do pulsar de teu coração colado ao meu peito;

Ainda vivo com o sabor  do teu beijo perfeito;
           
Ainda  sinto meu corpo amolecer diante da lembrança do teu  olhar;


Por fim, me desespero e caio em pranto ao lembrar
Esse teu lindo sorriso, que um dia já foi para mim farol a iluminar.

Por quanto "tempo" ainda terei de te esperar?





Igor Furtado.


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