sexta-feira, 8 de junho de 2012

À tua ausência


A ausência tua findou por tornar-se o vício meu.
Como uma droga, me arrasta para a sarjeta,
Como um doce pecado, corrompe-me a alma vazia.
às vezes penso ouvir teus passos no chão poeirento do quarto frio.
Tudo que ficou sem ti foi o frio
e a dor de cada amanhecer na solidão.


O teu silêncio me bastaria!
por que tinhas que partir?
por que te achastes digna de me ferir?

O que me resta de tantas noites passadas no teu seio?
O que me resta das horas tantas em tua doce companhia?

O nosso pobre leito chora o pesar desta agonia
entre as fronhas e lençóis que ainda trazem teu aroma.

Igor Furtado.

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