Entre os muros de concreto
e os corações frios como metal.
No meio desse imenso deserto
onde a morte é tão banal.
A solidão nos rouba as vidas de um modo tão irracional.
E você nas esquinas,
obscuras esquinas onde habita o mal,
vendendo seu corpo pra sobreviver;
perdendo sua infância pra poder comer;
Arrastando consigo dor e sofrer.
Mas a culpa não é sua.
A grande culpa é toda nossa.
Pois te deixamos largada à rua,
procurando por respostas.
Os becos são teu novo lar;
Tua família,
os moradores de rua.
Afunda sem saber nas drogas malditas
que o mundo criou.
Igor Furtado.
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