Lembro com saudade, quando naqueles dias já passados, eu atravessava a chuva, a lama, a grama, a tarde e todas as coisas faziam sentido;
Lembro de te dizer ao pé do ouvido: te amo, e de ouvir de volta o mesmo para todo o sempre...
... A fome, o frio, o tempo...
...meu próprio tempo se acabando.
Meus amigos crescendo, fazendo novos amigos, se mudando.
A vida que eu tivera jamais tivera sentido enfim, e por fim, a própria vida levava já a gente embora.
Lembro teus sorrisos e teus segredos;
Teus soluços e gemidos. Tudo que eu sempre suportei por querer te ver feliz.
A virada errada nos rumos rumo ao nada.
Agora é tarde até para isso.
Lembro da última gota daquela chuva tão sagrada que partilhei comigo mesmo, antes da noite chegar.
Igor Furtado
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