E quando te vais, preparo-te um tapete de poesias e regalos para o teu regresso.
Tudo o que agora espero e peço, é que te libertes das cadeias que te impedem de vir a mim.
Estou aqui sentado num canto escuro do quarto, de caneta e papel nas mãos, grafando e gravando em linhas, todo o amor que transborda do meu peito.
Me deito e espero o sono me abraçar, pois quando a solidão aperta, não há como evitar.
As lágrimas descem e molham minhas faces escondidas na penumbra.
Meu cobertor de sonhos, minhas vestes de ilusão, minhas tantas perguntas e as palavras em minhas mãos.
O que ora faço não saberás, a menos que eu te conte.
O que ora sofro não sabes, a menos que eu te mostre.
A escuridão às vezes me é alívio.
Busco no fundo do meu peito a razão pela qual não desisto de gostar de você e me contento com a saudade e a dor.
Busco em ti a parte que me falta;
Busco em mim as forças que te faltam para quebrar tuas cadeias e fugir.
Igor Furtado.
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