quarta-feira, 22 de março de 2017

Selva de pedra

Em meio ao barulho e o corre corre dos viandantes apressados, me permiti ficar a observar os carros no seu ir e vir constante;
O concreto e o asfalto quentes, emitiam ondas alarmantes.
A selva das pedras e dos parafusos soltos me odeia.
Tudo aqui é diferente dos dias de sol, dos banhos de rio, do sabor das frutas colhidas no pé, ao pé, de pé, Trepado no pé da fruta que der e que estiver de vez.

Tão diferente essa enxurrada de gente e metal; de todo esse carnaval de cimento e suor alheios.
A irritação à flor da pele, a pele irritada mais do meio.
A consumição da luta diária pela vida e seu breve tempo de recreio.

Igor Furtado.

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