sábado, 11 de março de 2017

A chuva

E nesses dias frios, em que os céus derramam suas sagradas lágrimas da vida, meu olhar se perde a contemplar ao longe. Além do que meus pobres olhos podem ver.
Sinto uma nostalgia há muito escondida, encolhida,talvez, debaixo de suas próprias cobertas, de um tempo em que minha única preocupação eram as horas livres para brincar...
E quando eu me transporto no tempo,através dos infinitos espaços, me vejo vagando livre pelos campos e gramados, quintais e cercados, regados pela chuva intermitente.
Enquanto toda a gente, admirada de minha naturalidade, sorri abertamente.
Meu eu criança desperta e sai outra vez a correr e brincar na chuva...

Igor Furtado

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