Sigo um caminho perdido de um tempo sem nota, sem rota ou memória.
O esquecimento às vezes me é uma bênção.
Tua demora diária na volta pra casa, entre o portão e a porta da sala, me é velha companheira de solidão.
Estou tão esquecido do tempo que já nem me dou conta do quanto me sinto só nesse velho porão.
Devia eu pôr fim à esta humilhação e te fazer sofrer um pouco do que sinto, só para que saibas o quanto dói viver assim.
Por hora, deixe de lado essa maldita pose de aristocrata e venha deitar-se ao meu lado.
Prometo que deixo você se sentir gente outra vez.
Igor Furtado
Nenhum comentário:
Postar um comentário