sexta-feira, 5 de abril de 2013

B612.

Eu vivo num planeta há muito esquecido;

Cultivo uma rosa pequena e simples;

Sua beleza é capaz de matar a quem por ela se apaixone.

Por isso, estou à beira da morte;
Ela mantém cativo meu coração em sua redoma de vidro.

Mal consigo me aproximar. Seus espinhos me ferem até a alma.

Ainda assim, me delicio ao vê-la na  luz do luar.

Tão linda, pura e delicada;
Ao mesmo tempo em que é forte e perigosa.

Nas curvas de suas delicadas pétalas, guarda um tesouro precioso;
Algo que quero encontrar e merecer;
Ainda que para isso eu morra de amar .

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