Às mãos trazia um girassol já meio murcho, no qual jazia inerte uma abelha rechonchuda.
Fiz um gracejo bobo para que risses, mas ao fitar-me os olhos, nada vi além de lágrimas. Perguntei como se chamava. Solidão! disseste desconsolada.
Perguntei: Menina solidão, por que te achas tão tristinha?
Por tua vida tão vazia. respondestes. Esta abelha inerte és tu e o girassol é tua vida.
Que fiz eu de tão medonho para merecer tamanho fardo? perguntei.
Apenas deixaste escapar por entre os dedos a felicidade!
Igor Furtado.
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