Oh,triste sina minha,desilusão e medo;
Oh,doce sina minha,preso ao teu colchão;
No vaguear de meu juízo torpe,torto e inerte...
Vi tuas mãos tocarem outras;
Vi tua boca a mergulhar num outro beijo;
Ali perdi meu coração de verdade...
Pude sentir o quanto dói a maldade;
A traição que me entregaste como paga,
Pelas juras de amor que eu te dera.
Oh,triste confim em que minhalma espera,
Na sargeta da esquina da miséria,
Entre as ruas da amargura e do pesar.
Me esqueça!doce e vil criatura!
Tuas suculentas carnes não mais me devoram;
E estas memórias tuas que ainda guardo,queimarei mais tarde...
Igor Furtado
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