terça-feira, 12 de junho de 2012

J.M.C.


E hoje, sem nada poder fazer,
contemplei tua foto numa vitrine qualquer.
Amarguei não mais poder tocar-te.
Hoje eu te vi em outros braços e lembrei
o quanto fui feliz e não sabia;
quando tuas tardes se misturavam às minhas
e o tempo parecia não passar, mas passou
e tudo que restou foi um vazio doído no peito,
no lugar que outrora você ocupou.

Igor Furtado.

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