Levianas faces que me fitam
Indecisas mãos que me tocam
E me despem das virtudes que outrora tinha.
Vaidosas frases que escuto em meio a uma noite vazia.
Violentas vozes que me dizem das chorosas tardes que passastes
Ao lado daqueles que maldizem
Tudo aquilo que eu sentia de mais puro.
Tuas partes nuas sobre camas tão alheias,
Entre os lençois doutros amores de uma noite
Que cinza findam por tornar-se
Como as sobras tristes dos festins vulgares onde andastes...
A vergonha latente que carrego agora
Das farras tuas,loucas,evidentes
O desprezo que sinto agora de tua boca nua
Na qual mergulho fundo num derradeiro beijo
Sinto teu peito arfar sobre o meu peito
Teu coração bate forte e eu não mais sinto
Aquela mesma cumplicidade de sentimentos
Que foi-se embora tão velozmente
Com teus erros...
Igor Furtado
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