sábado, 16 de junho de 2012

Aqui jazem os meus dias de glória!




Levianas faces que me fitam

Indecisas mãos que me tocam

E me despem das virtudes que outrora tinha.

Vaidosas frases que escuto em meio a uma noite vazia.

Violentas vozes que me dizem das chorosas tardes que passastes

Ao lado daqueles que maldizem

Tudo aquilo que eu sentia de mais puro.

Tuas partes nuas sobre camas tão alheias,

Entre os lençois doutros amores de uma noite

Que cinza findam por tornar-se

Como as sobras tristes dos festins vulgares onde andastes...

A vergonha latente que carrego agora

Das farras tuas,loucas,evidentes

O desprezo que sinto agora de tua boca nua

Na qual mergulho fundo num derradeiro beijo

Sinto teu peito arfar sobre o meu peito

Teu coração bate forte e eu não mais sinto

Aquela mesma cumplicidade de sentimentos

Que foi-se embora tão velozmente

Com teus erros...

Igor Furtado

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